
Lyra é, ao menos aparentemente, o “comprador” do jatinho em que morreu o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos e os dois empresários disseram terem “emprestado” a ele – vejam que história estranha – R$ 859 mil em espécie, sem um recibinho que fosse, para a compra do avião, sob a alegação de que o amigo iria montar uma empresa de táxi aéreo.
A informação tem pelo menos um ano e até agora não se conseguiu investigar nada?
Pois em setembro do ano passado, a Folha já publicava que “o avião foi comprado por três empresários de Pernambuco: João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, Apolo Santana Vieira e Eduardo Ventola” e que , Paulo César de Barros Morato, que agora confessa ter recebido pagamentos do doleiro, alegava desconhecer Youssef e a MO Consultoria, empresa que lhes fazia os pagamentos por João Carlos Lyra.
O advogado de Youssef, na época, dizia “não se lembrar” se o doleiro fazia pagamentos a Ventola e Morato a pedido de Lyra.
Agora, os dois confessam que sim.
E a Folha embrulha a informação lá no meio do texto, de tal forma que não se diz se Lyra pagou, se alguém pagou por Lyra e se este alguém foi, de novo, Youssef. Ou será que foi a Polícia Federal que não perguntou?
Eta jornalismo investigativo! Eta blindagem!
Pela velocidade da apuração – a policial e a jornalística – no caso do dinheiro do jatinho a operação bem que poderia se chamar Lava-a-Hélice.
Fonte: brasil247
