
Aruba
Marcelo Gustavo Silva Siqueira, advogado do setor Tributário do escritório Siqueira Castro, explica como funcionam esses paraísos fiscais.
— Normalmente são países pequenos. Então, uma forma de eles atraírem dinheiro é jogando a tributação para baixo. O interessado abre uma empresa ou uma fundação naquele país, que não será tributada, mas também não pode exercer qualquer atividade econômica lá. Depois, é só fazer um aumento de capital nessa empresa. Essa transação não é tributada aqui no Brasil
Antígua e Barbuda
Segundo o advogado, “há diferentes motivos para as pessoas procurarem paraísos fiscais”.
— Não levando para o lado criminal, que seria sonegação de impostos, lavagem de dinheiro, o pessoal escolhe esse tipo de país para evitar a tributação do seu patrimônio
Bahamas
Os países considerados paraísos fiscais normalmente omitem a identidade dos donos das empresas sediadas lá. É o caso das Bahamas. Essas ilhas no Mar do Caribe também são muito famosas pelas lindas praias, hotéis e cassinos
Ilhas Turcas e Caicos
Também no Caribe, essas ilhas muito procuradas por turistas costumam ser destino dos endinheirados e suas fortunas
Ilhas Cayman
São um dos maiores paraísos fiscais do mundo. Antigamente era um território com poucas leis, que facilitavam o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro. Agora, o governo está apertando o cerco às atividades financeiras ilegais, mas ainda é um local muito procurado
Saint Marteen
O advogado Marcelo Siqueira diz que é possível mandar dinheiro para o exterior legalmente.
— É quase impossível não ser tributado. Mas o que as pessoas fazem é o diferimento. Não sou tributado hoje, vou ser no futuro, mas eu decido quando, quando trouxer o dinheiro de volta
Panamá
Localizado na América Central, o Panamá tem um sistema bancário sólido e liberal, além de não possuir um Banco Central para ocupar o papel de autoridade monetária. Desde a década de 1970, o País atraiu diversos bancos internacionais. Possui uma área livre de impostos, bastante procurada por turistas, além de cassinos. Há algumas décadas, o governo proibiu as ações ao portador, justamente para evitar que não se saiba quem são os donos das empresas lá sediadas.
R7
