
De acordo com as investigações, a organização criminosa é formada por empresários, funcionários públicos, donos de garimpos, joalheiros e até pilotos de avião, responsáveis pela implantação de garimpos de ouro, minerais de uso industrial e outras pedras preciosas em reserva Yanomami na região de Boqueirão e Uraricoera, extremo norte do estado de Roraima.
A estimativa é de que sejam retirados da reserva cerca de 160 quilos de ouro mensalmente, o que resultou em sonegação de aproximadamente R$ 17 milhões. A suspeita é de que os financiadores do crime utilizem o ouro como ativo para lavagem de dinheiro proveniente de outras atividades ilícitas, que podem chegar a um valor aproximado de R$ 1 bilhão.
Os suspeitos são investigados por associação criminosa, extração de recursos naturais de forma ilegal, uso indiscriminado de mercúrio, usurpação de patrimônio da União, receptação de bens provenientes de crime, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, contrabando, lavagem de dinheiro, e operar instituição financeira sem a devida autorização do Banco Central.
