
Defensora de direitos humanos da Fundação pelos Direitos e Igualdade Cidadã (Fundeci), Elenis Rodríguez afirmou que ele sofria de angústia pela possível transferência a uma das prisões mais violentas do país.
“Recebi a triste e trágica notícia de que Rodolfo González abriu mão de sua vida no calabouço. Por pensar distinto, ele foi preso com sua mulher em abril de 2014. Em cadeia nacional, Maduro disse que ele deveria ser enviado a Yare (prisão muito temida no país pelos enormes índices de violações de direitos humanos e violência). Nunca me esquecerei da angústia no rosto de um homem inocente se vendo ameaçado de ir a uma prisão de alta periculosidade. Rodolfo se deixou levar pela angústia.”
Lissette González, filha do preso, afirmou que a transferência do pai tinha sido marcada para a manhã desta sexta-feira. Sua última comunicação foi por volta de 21h.
González estava encarcerado no Sebin desde abril, tido pelo governo como um dos organizadores das “guarimbas”, os protestos que marcaram o país em 2014. Ele foi acusado de crimes como incitar a violência, posse de explosivos e tráfico de armas, em decisão confirmada pela promotora Katherine Harrington — uma das sancionadas pelos EUA por seu papel na suposta incriminação forjada a detidos como o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma.
A mulher de González também foi presa após visitá-lo na cadeia. Ela foi acusada de associação para delinquir.
Recentemente, um motim em Yare deixou quatro presos mortos.
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