
“O que não é possível no Brasil é a gente não aceitar a regra do jogo democrático. A eleição acabou, houve o primeiro e o segundo turno. Terceiro turno das eleições para qualquer cidadão brasileiro não pode ocorrer, a não ser que se queira uma ruptura democrática”, disse a presidente.
“Eu não acredito que a sociedade brasileira aceitará rupturas democráticas. Acho que nós amadurecemos o suficiente para evitar isso”, disse a presidente, que defendeu o direito de manifestação como princípio fundamental da democracia.
“Aqui as pessoas podem se manifestar, têm espaço parra isso e têm direito a isso. Eu sou de uma época em que, se a gente se manifestasse, fizesse alguma coisa, acabava na cadeia, podia ser torturado ou morto. O fato de o Brasil evoluir, passar pela Constituinte de 1988, passar por processos democráticos e garantir o direito de manifestação é algo absolutamente valorizado por todos nós, que chegamos à Democracia e temos de conviver com a diferença. O que nós não podemos aceitar é a violência”, disse a presidente.
No domingo (8), ao fazer seu pronunciamento por ocasião do Dia Internacional da Mulher, Dilma foi alvo de diversas manifestações em cidades brasileiras, com “panelaços” e gritos de “fora Dilma”. Há também protestos já marcados o próximo domingo (15) em várias cidades.
Dilma disse esperar que nenhum protesto rompa com a legalidade democrática: “A manifestação terá a característica de seus convocadores”.
IG
