
O Legislativo Municipal tem até o dia 9 de fevereiro para remeter os dados complementares ao MPE, que apura denúncias do Fórum Nacional de Combate à Corrupção Eleitoral em Alagoas (FNCCE). O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) também entrou com uma representação na Casa para que fosse investigada a frequência dos vereadores.
O MPE quer novas informações da Câmara Municipal sobre a frequência dos vereadores às sessões ordinárias da Casa. Em dezembro, o Legislativo divulgou no Diário Oficial uma tabela com o número de faltas justificadas ou não de cada parlamentar. Dos 21 parlamentares, apenas três compareceram a 2/3 das 98 sessões ordinárias no ano passado. Os demais só não perderam o mandato, conforme prevê a Constituição Federal, porque tiveram uma grande quantidade de faltas justificadas. Segundo o documento, o vereador Antônio Holanda Costa, por exemplo, faltou aos trabalhos legislativos 82 vezes, sendo que em 69 delas houve justificativa.
A promotora de Justiça Marluce Caldas questionou o pagamento integral dos salários aos parlamentares faltosos, lembrando que qualquer trabalhador ‘comum’ sofre com o desconto na remuneração no mês em que ocorre a ausência ao expediente. Ela também demonstrou preocupação ‘com a falta de compromisso dos parlamentares’, já que, além do prejuízo financeiro ao Município, houve, segundo a promotora, um prejuízo ‘irreparável’ à sociedade.
“As sessões possuem uma importância muito grande para a sociedade porque, durante a realização das mesmas, são votados projetos de lei de interesse geral. Podemos comparar o caso com uma audiência na Justiça. Se o advogado do cliente falta, como este poderá garantir uma acusação ou uma defesa qualificada? A mesma limitação ocorre com a população sem a presença dos seus representantes no parlamento. É preciso que se faça algo para garantir uma frequência maior dos vereadores de Maceió já a partir deste ano”, afirmou Caldas, destacando o fato de o ex-presidente da Câmara, Francisco Holanda Filho, ter tornado público as atas das sessões ordinárias e a frequência dos parlamentares, como determina o Regimento Interno do Legislativo Municipal.
“Também partiu do vereador Francisco Holanda a informação referente ao valor a ser devolvido pelos vereadores faltosos”, disse a promotora.
Da Redação com Assessoria
