
A eleição do Vasco é indireta. Nesta terça, os sócios votam na chapa que tem direito a 120 vagas no Conselho Deliberativo e indica a Assembleia Geral (presidente e vice-presidente). O segundo colocado indica 30 conselheiros. No dia 19, em sessão na sede náutica da Lagoa, a diretoria administrativa é eleita em votação dos conselheiros eleitos e dos natos, outros 150, que formam o Conselho Deliberativo do Vasco. A nova diretoria toma posse dia 1 de dezembro.
Entre os candidatos, quatro nomes inéditos e uma antiga figura política do clube.
Com participação administrativa e política desde os anos 70, o candidato da chapa “Volta Vasco! Volta Eurico” pinta como favorito no pleito. Ao seu lado, aliados de peso como o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta. O discurso de Eurico tem como ponto central o resgate do respeito ao clube e o retorno às tradições do futebol até os esportes olímpicos.
Entre os novatos, o advogado Roberto Monteiro, da “Identidade Vasco”, foi o primeiro a se lançar candidato à presidência, em dezembro de 2012. Na base política, alguns ex-vice-presidentes da gestão Dinamite, como José Hamilton Mandarino, ex-vice de finanças e de futebol, e Fred Lopes, ex-vice de patrimônio.
O candidato Julio Brant, da chapa “Sempre Vasco”, tem o apoio de Olavo Monteiro de Carvalho, José Carlos Osório e Jorge Salgado, além do grupo político da “Cruzada Vascaína” e de adesões de última hora dos candidatos Nelson Rocha e Tadeu Correia. O maior cabo eleitoral, porém, é o ex-jogador Edmundo.
Márcio Santos, que hoje é diretor de comunicação do Vasco, representa a chapa “Vanguarda Vascaína” e aposta na renovação de nomes na política do clube. E Eduardo Nery, que conversa com Julio Brant para apoiar o candidato da “Sempre Vasco”, entende que o Vasco precisa de gestão semelhante a de grandes empresas, com remunerações a partir de resultados em todos setores da administração do clube.
