Após 63 anos prestando assistência na área da saúde a diversos municípios alagoanos e até pernambucanos o Hospital Santa Rita confirma o fechamento de sua emergência a partir desta sexta-feira, 7 de novembro. Sem condições de aportar mais recursos nesta área, os municípios da microrregião devem buscar o socorro do Estado e da União ou o que já está ruim poderá ficar pior.
A decisão que é técnica, mas também politica foi tomada após entendimentos das secretarias municipal e estadual de Saúde, que optaram pela transferência da demanda regional de urgência e emergência para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Com o corte dos recursos (incentivo de urgência e emergência) que eram repassados mensalmente ao Santa Rita, a atual direção que faz um trabalho sério e de recuperação estrutural e financeira da instituição não teve outra opção a não ser o fechamento do serviço de urgência e emergência do hospital de Palmeira.
O vereador e presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, Júlio Cezar, se manifestou em defesa da necessidade de manter os serviços de urgência e emergência no hospital a partir da criação de um novo convênio entre o Hospital,Secretaria Municipal e Sesau para manutenção da assistência à população, principalmente de outras cidades.
“É inegável a importância da UPA, mas deixar que ela responda pela demanda regional poderá representar um risco, sobrecarga e comprometer a assistência à população. Sugiro novamente o diálogo, em função da necessidade de mantermos também o serviço de urgência e emergência no Santa Rita que poderia prestar assistência aos pacientes encaminhados pelas cidades da região. Um serviço não interfere o outro quanto mais melhor…” sugeriu o parlamentar.
E completou: “A saúde pública em todo o Brasil é precária, ineficiente e desfinanciada, portanto o fechamento de um serviço desta importância diminui a capacidade de prestar um atendimento mais digno à população. Apelo aos gestores municipais, estaduais e direção do hospital para empreenderem novos esforços e ao invés de fechar, ampliar ou criar novos serviços. Esse hospital é um patrimônio do povo alagoano e palmeirense” destacou Júlio Cezar.
Assessoria
