
O superintendente de Promoção da Cultura de Paz, Ronaldo Targino, e o gestor da Casa de Direitos, Saulo Guimarães, também estão apresentando, na Argentina, o modelo alagoano como exemplo brasileiro para essas finalidades.
A Casa de Direitos atua como Núcleo de Justiça Comunitária e Mediação de Conflitos, focando no fortalecimento da cidadania e envolvimento da comunidade para a prevenção social da violência. De forma similar, os Centros de Acceso a la Justicia (CAJ) atuam em diversas cidades da Argentina, ofertando quatro serviços chaves: assessoramento jurídico, mediação comunitária, assistência psicossocial e atenção a imigrantes.
Segundo Targino, a troca de experiências tem como um dos focos a mediação comunitária de conflitos e o aperfeiçoamento dos serviços já ofertados pela Casa de Direitos, instalada no bairro do Jacintinho, em Maceió.
“Na Argentina, estamos conhecendo o modelo dos Centros de Acesso à Justiça (CAJs), que são alternativas criadas pelo Ministério da Justiça e Direitos Humanos argentino para prevenir a violência. Esses Centros funcionam mais ou menos como nossa Casa de Direitos, mas eles aqui têm atendimento itinerante, num veículo adaptado para isso”, informou o superintendente.
“Uma das ações que poderemos melhorar na Casa de Direitos, a partir do que estamos percebendo aqui, será o atendimento de triagem e a implantação de estratégias para aumento da demanda que existe na comunidade do Jacintinho e no entorno”, completou o superintendente.
A missão à Argentina conta com a parceria do Ministério da Justiça (MJ) do Brasil, que é parceiro na instalação da Casa de Direitos de Alagoas. Segundo Thiago Battaglini, da Secretaria de Reforma do Judiciário (SRJ/MJ), Brasil e Argentina possuem um memorando de entendimento para intercâmbio de boas práticas na área de prevenção da violência e mediação comunitária.
Assessoria
