
O trabalho relata a experiência do projeto implantado nas unidades prisionais intitulado “Dia B”. O projeto surgiu há pouco mais de um ano e consiste em dedicar o quinto dia útil do mês para o tratamento de pacientes com tuberculose. O “Dia B” surgiu após a constatação da falta de acompanhamento de alguns pacientes. Com o projeto, os pacientes são acompanhados mensalmente e os profissionais de saúde podem constatar a eficiência do tratamento.
Durante o “Dia B”, os profissionais de saúde avaliam o paciente e solicitam exames para acompanhar a evolução do tratamento.
A enfermeira Ísis Fernandes, responsável pela inscrição do trabalho, conta que ser selecionada pelo Ministério da Saúde já é uma vitória. “Apenas três trabalhos de todo o Brasil foram selecionados. Para mim, isso já é uma vitoria, pois é o reconhecimento do nosso trabalho”, afirmou.
Ainda segundo a enfermeira, o número de exames realizados aumentou desde a implantação do projeto.
Ísis explica ainda a importância do tratamento continuado. “O paciente que não faz o tratamento correto pode desenvolver multirresistência. Ou seja, o paciente fica imune ao tratamento e não consegue melhorar”, contou.
Agência Alagoas
