
Uma autoridade americana do Departamento de Defesa declarou que os ataques tinham ocorrido na madrugada deste sábado, mas não forneceu detalhes sobre o seu número, os alvos ou a possível participação de outros países da coalizão internacional.
Os ataques neste país, que começaram na terça-feira após ataques semelhantes realizados desde agosto no Iraque, são hoje conduzidos “quase continuamente”, disse a autoridade, que não quis se identificar.
De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), os ataques foram direcionados pela primeira vez na província de Homs, enquanto se concentravam até então principalmente no leste e norte do país, onde o EI controla extensas áreas.
Os ataques ocorreram na parte desértica da província, na zona de Al-Hammad, a leste da antiga cidade de Palmyra, perto da linha de frente com as forças leais ao presidente Bashar al-Assad, que controlam a cidade de Homs, a terceira do país.
Segundo o OSDH, outros ataques foram realizados contra posições do EI em Minbej, uma das poucas cidades nas mãos dos jihadistas na província de Aleppo (norte), e na província de Raqa (norte), considerada o reduto do grupo extremista sunita.
Outros visaram o EI perto da cidade curda de Ain al-Arab (Kobané em curdo), na fronteira com a Turquia, uma região de onde fugiram recentemente dezenas de milhares de pessoas frente ao avanço jihadistas, de acordo com a ONG que se baseia em uma ampla rede de ativistas e médicos no terreno.
As muitas atrocidades, incluindo a decapitação de estrangeiros, cometidas pelo EI em áreas sob seu controle levaram os Estados Unidos a criar uma coalizão internacional para “destruir (…) a rede da morte”, nas palavras do presidente Barack Obama.
Reino Unido atacará no Iraque
Esta aliança recebeu um reforço de peso na sexta-feira com a decisão do Reino Unido de atacar os jihadistas no Iraque, onde apenas os Estados Unidos e a França têm atuado.
Dinamarca e Bélgica também decidiram participar da coalizão, enviando seus caças F-16 para futuros ataques no Iraque.
Além disso, neste sábado, o Irã anunciou que atacará os jihadistas do Estado Islâmico caso se aproximem de sua fronteira.
“Se o grupo terrorista Daesh (acrônimo em árabe do Estado Islâmico) se aproximar de nossa fronteira, nós atacaremos no território iraquiano e não permitiremos que se aproximem de nossa fronteira”, declarou o general Ahmad Reza Purdastab.
O grupo ultrarradical controla amplos setores nas cinco províncias iraquianas, incluindo em Diyala, no leste, na fronteira com o Irã.
O Irã xiita, aliado do governo iraquiano e muito hostil aos extremistas sunitas do EI, afirma apoiar o governo de Bagdá e as forças curdas iraquianas em seu combate aos jihadistas. Armas e conselheiros militares foram enviados por Teerã.
Na sexta-feira a coalizão atacou na Síria instalações petroleiras controladas pelos jihadistas na província de Deir Ezor (leste), um centro de comando do EI, próximo a Al Mayadin, na mesma província, assim como a instalações petroleiras e a uma base dos jihadistas na província de Hasaka (nordeste).
O EI suspendeu a extração de petróleo em seis campos que controla em Deir Ezor por medo dos bombardeios americanos, ficando sem uma importante fonte de renda, informaram nesta sexta-feira os moradores da região.
Desde julho, o EI controla a maior parte da província petroleira de Deir Ezor e a maior parte dos campos de petróleo da região, segundo o OSDH, uma ONG com sede no Reino Unido.
O EI produz mais petróleo do que o governo sírio. O ministério do Petróleo sírio estima que os jihadistas extraiam 80.000 barris diários, enquanto a produção governamental caiu até os 17.000 barris diários.
Fonte: AFP
