
Agravantes
Queiroz Neto observa que neste ano a falta de chuvas somada ao início das queimadas nas últimas semanas aumentou a concentração de poluentes no ar e os riscos para os olhos. Resultado: Os diagnósticos de alergia e de piora do ceratocone cresceram no hospital. Para ele outros fatores que contribuem com este aumento são:
Ø A exposição aos conservantes e aromatizantes artificiais utilizados nos alimentos industrializados.
Ø O uso indiscriminado de anti-inflamatórios e antibióticos principalmente entre crianças.
Ø A deficiência de vitamina D que provoca queda na imunidade.
Como controlar o ceratocone
O oftalmologista afirma que o primeiro passo para manter o ceratocone sob controle é passar por exame oftalmológico anualmente. Adicionar à dieta alimentos ricos em ômega 3 como semente de linhaça. sardinha e salmão mantém a lubrificação dos olhos e protege das agressões externas. Queiroz Neto ressalta que os indicadores de doença latente são a troca rápida do grau dos óculos ou lentes de contato, enxergar halos noturnos, fotofobia, aumento da fadiga ocular e olhos frequentemente irritados. O único tratamento que interrompe a evolução da doença é o crosslink. Consiste na aplicação de vitamina B2 (riboflavina) associada à radiação ultravioleta para reorganizar as fibras de colágeno. Quanto antes for aplicado maior é a preservação da visão. A boa notícia é hoje é possível fazer o o diagnóstico precoce. “É o caso de um paciente que a tomografia da córnea indicou ceratocone apesar de ter só uma pequena deformação na face posterior da córnea. Conseguimos interromper a doença antes do comprometimento da visão”, avalia.
Fonte: Assessoria
