
Segundo relatório publicado pela Shelter Cluster, presidida pelo Conselho Norueguês de Refugiados com a participação da agência de refugiados da ONU e da Cruz Vermelha, 17 mil unidades residenciais foram severamente destruídas em Gaza durante o recente conflito, e 5 mil unidades ainda precisam de reforma devido ao estrago em conflitos militares anteriores.
Além disso, segundo a organização, a Faixa de Gaza tem um déficit habitacional de 75 mil unidades. Com uma população de 1,8 milhões de pessoas, o território é densamente populoso.
A avaliação da organização, de que a reconstrução do território pode durar 20 anos, é baseada no atual bloqueio à Gaza, imposto pelo Egito e por Israel desde que o movimento islâmico Hamas passou a governar a região, em 2007.
Atualmente, é permitida a travessia de apenas 100 caminhões de cargas por dia entre Israel e Gaza. Também há restrições quanto à importação de concreto e outros materiais de construção na Faixa de Gaza, com receio de Israel de que militantes os usem para construir foguetes e reforçar os túneis que atravessam as fronteiras entre os dois territórios.
Não foram feitos comentários imediatos por parte de Israel sobre se a agência que administra a fronteira tem planos de facilitar as restrições de produtos à Faixa de Gaza. Segundo autoridades palestinas, o programa de reconstrução de Gaza pode passar dos US$ 6 bilhões.
O Egito e a Noruega levantaram a possibilidade de convocar uma conferência de doadores de Gaza no próximo mês, mas não foi feito nenhum acordo sobre isso.
O governo de Israel e o movimento Hamas acordaram cessar-fogo por tempo indeterminado na última terça-feira, depois de 50 dias de conflito que deixou mais de 2.100 palestinos e 71 israelenses mortos.
As partes ainda devem negociar medidas de longo prazo para solucionar desacordos.
Fonte : G1
