
Em 2012 o Itviva, então Movimento Minha Terra, coordenou o PBSM em 12 municípios do Agreste e assistiu 1.120 famílias. Deste total, 94% obtiveram sucesso e uma melhoria na renda e na qualidade de vida. O resultado foi destaque em Brasília, onde a equipe do Itviva foi convidada, entre diversas entidades do Brasil, a apresentar os casos mais exitosos.
“Muitos projetos limitam-se a medir seus resultados pelo crescimento da renda familiar, desprezando os efeitos sociais e ambientais. A proposta não é essa. O que se busca é a inclusão produtiva, mas acrescentando ganhos sociais e ambientais às comunidades. Isso também foi observado. As famílias melhoraram a consciência ambiental”, afirma o coordenador Van Giap Ramalho.
As famílias assistidas serão de extrema pobreza, ou seja, com renda per capita de até R$ 77. Tendo como instrumento principal um fomento no valor de R$ 2.400,00/família, o objetivo é a denominada “inclusão produtiva” dessas pessoas, ou seja, que passem a produzir, de forma planejada e assistida tecnicamente, de modo a se afastarem da miséria, aplicando uma metodologia com base na transição agroecológica.
Na primeira etapa, o projeto será executado em 16 municípios do Agreste ( Traipu, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Olho D’Água Grande, Campo Grande, Girau do Ponciano, Lagoa da Canoa, Feira Grande, São Sebastião, Craíbas, Igaci, Estrela de Alagoas, Limoeiro de Anadia, Coité do Noia, Taquarana e Junqueiro).
O Itviva aguarda a autorização dos Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) – apoiadores do PBSM – para iniciar as atividades em 11 municípios da Bacia Leiteira (Major Izidoro, Minador do Negrão, Cacimbinhas, Batalha, Jaramataia, Belo Monte, Pão de Açúcar, Palestina, Olho D’Água das Flores, Jacaré dos Homens e Monteirópolis).
Dentre as atividades do projeto estão diagnóstico de cada família, reuniões, orientação técnica, cursos para melhorar a produção e a renda, excursões, entre outras.
Assessoria
