
As Forças Armadas americanas tomaram essa decisão depois de enviar uma missão ao Monte Sinjar para avaliar a gravidade da situação e chegarem à conclusão de que há menos pessoas em perigo do que se esperava – em parte porque milhares deixaram a montanha ao longo das últimas noites – e que as condições em que elas estão são melhores do que se imaginava.
Ainda assim, líderes curdos pediram que o resgate seja realizado e disseram que os membros da minoria religiosa Yazidi que fugiram do local ainda correm o risco de serem atacados pelos militantes.
A Cruz Vermelha considerou “promissora” a situação encontrada pelos americanos, mas disse que a missão de ajuda aos que escaparam da montanha está apenas começando.
Emergência
O rápido avanço do Estado Islâmico no norte do país levou o país ao caos. Em 29 de junho, o grupo disse ter criado um califado, ou Estado Islâmico, que vai de Aleppo, na Síria, à província de Diyala, no Iraque. O ONU declarou que o Iraque passa no momento pelo mais elevado nível de emergência possível por conta disso.
Autoridades curdas disseram que a situação na cidade de Dohuk, para onde foram 150 mil dos refugiados, tornou-se crítica. A ONU estima que esta crise tenha feito com que 1,2 milhões de iraquianos deixassem suas casas.
Outros três países têm o mesmo estatus no momento: Síria, Sudão do Sul e a República da África Central. Segundo a ONU, declarar um “estado de emergência nível 3” facilitaria a mobilização de recursos adicionais de apoio a ações humanitárias.
Fonte: BBC
