
Campos morreu hoje (13) em um acidente de avião em Santos, no litoral paulista. A aeronave modelo Cessna 560 XL Citacion, prefixo PR-AFA, caiu por volta das 10h, depois de arremeter na primeira tentativa de pouso. Todos os cinco passageiros e dois tripulantes morreram, entre eles o fotógrafo oficial da campanha e o assessor de comunicação de Campos. A candidata a vice na chapa, Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, não estava a bordo.
Além do presidenciável, morreram no acidente os pilotos Geraldo da Cunha e Marcos Martins, o ex-deputado federal, Pedro Valadares Neto, o cinegrafista Marcelo Lira, o fotógrafo Alexandre Gomes e Silva e o assessor de imprensa da campanha Carlos Augusto Leal Filho.
“Em uma situação de morte, a candidatura pode ser substituída até na véspera do pleito, mas precisa ser informada dez dias depois do fato. Para isso, a coligação precisa fazer uma reunião e as executivas vão decidir, por maioria, se terão ou não candidato e o quem será”, afirma o presidente da Comissão de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil, Alberto Rollo.
Campos tinha 9% das intenções de voto, segundo a última pesquisa Ibope, e teria direito a dois minutos e três segundos na propaganda eleitoral na TV. A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, era a vice com maior projeção entre os candidatos mais bem colocados. Ela se filiou ao PSB em outubro, depois que a Rede Sustentabilidade, sigla que vinha gestando desde 2013, não conseguiu comprovar a validade das assinaturas necessárias para ser oficializado.
Candidata em 2010, Marina obteve 19,33% de votos, o equivalente a pouco mais 19,6 milhões, e era bastante conhecida da população. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo do último sábado (9), Marina protagonizaria o primeiro programa eleitoral gratuito na TV, no próximo dia 19. Ela explicaria ao público por que não era candidata e apresentaria Campos.
A Unidos Pelo Brasil, no entanto, pode escolher qualquer outro nome ligado aos partidos ou até não prosseguir na disputa. Nesse caso, poderia se juntar oficialmente a outras coligações, provocando a redivisão dos tempos de propaganda de TV.
Campos formou-se em economia pela Universidade Federal de Pernambuco em 1985. Participou da campanha de Miguel Arraes ao governo de Pernambuco em 1986 e, com a vitória do avô, passou a atuar como chefe de gabinete e organizou a criação da primeira Secretaria de Ciência e Tecnologia do estado.
Filiou-se ao PSB em 1990 e foi eleito deputado estadual no mesmo ano. Disputou sua primeira eleição majoritária em 1992 para a prefeitura do Recife, ficando em quinto lugar. Foi deputado federal por Pernambuco por três mandatos consecutivos, entre 1994 e 2007. Em 2004, foi nomeado ministro da Ciência e Tecnologia, no primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006). Em 2005, assumiu a presidência nacional do PSB.
Foi governador de Pernambuco por dois mandatos consecutivos (2007-2014), com apoio de Lula. Foi reeleito com 82% dos votos em 2010. Em setembro do ano passado, liderou o afastamento do PSB do governo Dilma, com a entrega de todos os cargos na gestão. Deixou o governo do estado em abril, para disputar a Presidência da República, tendo como vice a ex-senadora Marina Silva.
Fonte: Agência Brasil
