
Apesar de não possuírem o compromisso de ir às urnas este ano, existem aqueles que enxergam no voto o poder de exercer o direito como cidadão. É o caso de Mirele Soares, de 17 anos, que irá participar de sua primeira eleição em outubro.
A estudante explica que desde criança acompanhava a mãe às seções de votação, e que hoje pode fazer suas próprias escolhas com o título de eleitor em mãos. “Tirar o título me fez ter aquela sensação de que agora é a vez de eu fazer minha parte também. Tirei com a intenção de votar, poder fazer minhas próprias escolhas na urna”, afirma.
Para Mirele, o voto deveria ser facultativo para todos, não só para quem é menor de 18 anos. “Quem tem interesse em votar faria isso conscientemente, e não por ser obrigado. O voto obrigatório acaba fazendo com que alguns eleitores votem sem ter o menor conhecimento sobre o candidato escolhido, e acabam selecionando aquele que tem a ‘propaganda maior’”.
“Se eu votar, eu posso errar, como errei muitas vezes, votar mal e o candidato não corresponder; mas se eu não votar, vai continuar como está, e como está, para mim não é conveniente, então eu voto”, explica.
Segundo o aposentado, escolher seus representantes será algo que, se puder, nunca deixará de fazer. “Só se eu estiver acamado, doente, sem poder me locomover é que vou deixar de votar. Enquanto eu puder me locomover eu vou na urna e voto”.
Alagoas conta com 1.995.727 eleitores. A capital Maceió continua sendo o maior colégio eleitoral do estado, com 551.549 cidadãos aptos a votar, seguida de Arapiraca, com 128.811 eleitores, segundo o último levantamento do TRE.
Fonte: G1
