
Histórias de paixão pela Copa do Mundo do Brasil não faltavam em meio às fogueiras que aqueciam o inverno carioca, generoso até na temperatura: média de fartos 22 graus. Os gringos têm até as 13h de hoje para deixar as áreas oferecidas pela prefeitura para os viajantes acamparem: Terreirão, Sambódromo e uma parte do Campo de São Cristóvão. De malas prontas, a maioria tinha boas histórias para contar:
— A cidade é linda. Nós voltaremos para o carnaval. Meus filhos amaram feijões pretos e laranja lima. Adoramos as lulas fritas também — conta Andrea, que carregava uma garrafa de cachaça no carro como lembrança.
Já Rodrigo vai levar para o Chile as lembranças de uma cidade menos homofóbica do que Santiago, onde se pode beber nas ruas e os turistas são bem tratados. Além do amor pela carioca Fernanda.
— Nós nos conhecemos pouco antes da partida do Chile com o Brasil no Fifa Fan Fest. E estamos juntos — dizia, diante da Kombi onde o namorado voltaria para casa.
Nem só de boas histórias se fez a Copa. Desesperado, o argentino Emiliano Moncalvo, de 27 anos, mostrava os R$ 4 e o registro de ocorrência que tinha no bolso. Foi furtado em Copacabana, domingo, e não tinha dinheiro, documentos nem passagem.
— Não tenho dinheiro nem para ir até a rodoviária. Estava feliz, mas me roubaram tudo domingo.
Até as lembranças boas.
Fonte: Extra
