
Dentro do universo imensurável do futebol, nossos craques são os mais procurados pelo rico mercado europeu. Por isso, é que nos últimos quatro anos, os jogadores eleitos como os melhores do mundo foram brasileiros.
Infelizmente, o sucesso do futebol brasileiro fica apenas dentro do campo de jogo. Seus dirigentes, normalmente amadores, usam mais o coração que a razão. Os países europeus primam pela organização de seus campeonatos, onde o calendário é oferecido aos torcedores antes do início de cada temporada, e cumprido à risca. Os brasileiros primam pela desorganização. Não existe calendário e, as regras e regulamentos, nem sempre são cumpridas.
E tudo começou com Charles Miller em 1894, quando ele chegou ao Brasil com uma bola e as regras que eram jogadas no futebol da Inglaterra. Passados mais de um século, a maior paixão nacional ainda continua engatinhando no profissionalismo e na modernidade. Mesmo assim, o talento existe. Pelos poucos campinhos da várzea e do interior, ainda surgem bons jogadores a cada dia. A maioria apaga cedo e afunda na incompetência e no amadorismo dos dirigentes. Também no futebol, o Brasil é um gigante que mal sabe caminhar.
Lauthenay Perdigão
