
O servidor público Jamilton das Neves Mata, de 31 anos, acredita que é a capacidade do aluno que estimula a concorrência e não a reserva de vagas. “Quem está se dedicando e estudando vai conseguir passar, não acredito que a concorrência vá mudar”, disse. O professor de antropologia da Universidade de Brasília (UnB) José Jorge de Carvalho tem a mesma visão. “A competição não muda, só se torna mais justa. A decisão da cota racial para o serviço público reflete a diversidade da sociedade e serve como complemento para a que já existe nas universidades”, ressaltou.
Ele defendeu ainda a necessidade de uma reavaliação em torno das oportunidades no primeiro escalão. “A discussão de uma política de preferência deve ser feita com urgência”, observou. Se sancionada, a lei de cotas raciais para concurso público só poderá ser aplicada nos certames que oferecerem mais de três vagas. “De cinco candidatos aprovados, se um for negro, a preferência seria dele”, completou.
Fonte: Diário de Pernambuco
