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Júri popular condena acusados de matar estudante em Palmeira

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Terminou na madrugada desta quarta-feira (14), o julgamento dos acusados de terem assassinado o estudante Diego Florêncio em junho de 2007, em Palmeira dos Índios, na ocasião em que a vítima regressava para sua residência.

Diego Florêncio foi atingido por 10 tiros de pistola. O crime foi planejado e executado pelos três réus, depois de uma desavença registrada entre a vítima e acusados, horas antes do assassinato, num estabelecimento comercial da cidade.

Durante uma tarde de debate entre promotoria e defesa, o MP foi incisivo, inclusive, assinalando  provas que foram obtidas através da interceptação telefônica entre Toninho Garrote e Raniere, uma das testemunhas de defesa.

Durante a leitura da sentença, o magistrado John Silas destacou a gravidade do crime e conversou com os acusados. “Vocês poderão recorrer em liberdade já que não houve nenhum fato novo, mas espero que não pratiquem nenhum outro delito. E que essa conduta sirva de exemplo para que outros vejam que o crime não compensa”, explicou.

Veredicto:

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– Réu Juliano Ribeiro Balbino,  acusado de ser o autor dos disparos,  foi condenado a 19 anos 9 meses e 15 dias de prisão, inicialmente em regime fechado no Baldomero Cavalcante ou em outro presídio;

– Réu Paulo leite Teixeira (Paulinho do cartório), 14 anos e 3 meses de reclusão;

– Réu Antônio da Silva Filho (Toninho garrote), 14 anos e 3 meses;

Os réus também foram condenados ao pagamento de 90 mil reais à família da vítima, cujo valor deve ser dividido entre os três, como reparação pelos danos causados.

Os três vão ficar em liberdade até o Trânsito em Julgado da sentença, ou, se houver após decisão do recurso de apelação, feito pelo advogado Dr. Raimundo Palmeira.

*Trânsito em julgado é uma expressão usada para uma decisão (sentença) judicial da qual não se pode mais recorrer, seja porque já passou por todos os recursos possíveis, seja porque o prazo para recorrer terminou, ou por acordo homologado por sentença entre as partes.

O juiz John Silas da Silva conduziu o julgamento e aplicou a pena com base nos crimes cometidos. A decisão ainda pode ser recorrida ao Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), e a defesa tem cinco dias para apresentar a apelação.

Veja fotos;

Platéia assistente do Júri
Platéia assistente do Júri
Leoneide e Ricardo Florêncio, pais de Diego Florêncio
Leoneide e Ricardo Florêncio, pais de Diego Florêncio
Da esquerda para a direita- Juliano Balbino, Paulo Teixeira e Toninho Garrote
Da esquerda para a direita- Juliano Balbino, Paulo Teixeira e Toninho Garrote
Paulo Teixeira
Paulo Teixeira
Interrogatório
Interrogatório
Juliano Balbino
Juliano Balbino

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Da redação do Estadão Alagoas

 

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