
Segundo a denúncia do MPE/AL, que levou em consideração a confissão e a delação do denunciado Erinaldo, a dupla tentou esquartejar a vítima quando ela ainda estava viva, desferindo-lhe golpes de faca, o que levou a menina a óbito em virtude das lesões provocadas. O esquartejamento seria a solução encontrada por Erinaldo e Genilson para ocultar o corpo da criança que, até então, encontrava-se desfalecida e sangrando na casa do primeiro. Momentos antes, Erinaldo teria acertado a cabeça da criança com um caibro de madeira, após ela reagir a uma investida de abuso sexual por parte do acusado, pouco antes de Genilson chegar ao local do crime.
De acordo o depoimento de Erinaldo, a ideia de esquartejar a menina partiu de Genilson, que, ao acreditar estar diante de uma criança morta, teria resolvido ajudar o amigo a sumir com o corpo. Com a tentativa fracassada de esquartejamento, eles decidiram ocultar o cadáver em uma cova rasa no terreno da residência de Erinaldo. O objetivo da dupla seria retirá-lo, posteriormente, quando cessassem a procura da vítima por seus familiares. “Os denunciados agiram com extrema torpeza e crueldade, motivados ora por lascívia e perversão sexual, ora pela busca da impunidade dos hediondos crimes praticados”, considerou Marluce Falcão na denúncia.
A participação de Genilson no crime foi confirmada no terceiro interrogatório de Erinaldo, após o MPE/AL requisitar nova oitiva dos acusados. Na ocasião, Erinaldo teria dito que mentiu no depoimento anterior para inocentar o amigo a seu pedido, mas que “agora estaria dizendo a verdade”.
Para a promotora, tanto a confissão como a delação de Erinaldo encontram-se em consonância com o depoimento de outras testemunhas do caso e os laudos periciais referentes ao ambiente do crime e ao corpo da vítima. “Cabe agora a apuração da verdade dos fatos à Justiça, sob o manto do contraditório e da ampla defesa, uma vez que Genilson continua negando qualquer participação no crime”, completa Marluce Falcão. Recebida a denúncia, o processo passa a ocorrer em segredo de Justiça.
Redação com agências
