A ilha denominada de Sandra Menezes, localizada no Açude do Goití em Palmeira dos Índios, ultimamente tem sido bastante frequentada por muitos jovens da cidade, uma maneira de reunir a galera para sair da rotina monótona da city.
Essas andanças por lá não é de hoje, desde que a casinha de madeira que fica em uma das extremidades da ilha foi construída pela gestão anterior, ela passou a ser frequentada por todos que passavam pelo local, afinal a casinha era do papai noel, na época de natal.
A ilha era linda, fizeram uma ponte de madeira, era bem iluminada, cercada e na época do natal ficava ainda mais bonita e com mais luzes, fazendo com que as pessoas ficassem encantadas com tanta beleza e fossem lá visitar e tirar fotos.
Os anos se passaram e a ilha começou a ficar ainda mais conhecida, principalmente pelos jovens da cidade, que passaram a fazer pontos de encontros na mesma, com rodas de violão, piqueniques e até para tomar aquele vinho à noite, sempre com boas risadas, conversas, paqueras e muita música, que sempre foi o principal fator da visitação naquele local, fazer música.
Com a atual gestão a ilha, ilhota, orlinha ou ilhinha, conhecidos por alguns passou a ser esquecida.
A ponte já não está inteira, suas falhas na madeira corre risco de acidentes, o mato cresceu, a iluminação queimou, o segurança se foi, a cerca quebrou e nem no natal isso melhorou. E é a partir desses fatores que começam a surgir o medo e a insegurança de curtir com os amigos na famosa ilhinha.
O uso de drogas seguido de furtos começou a ficar frequente, e o ambiente já não era mais o mesmo.
Neste ultimo final de semana do mês de março ocorreu o primeiro homicídio de que eu saiba naquele local. Fontes de sites de notícias falam de ter sido por envolvimento com tráfico de drogas.
Depois desse pequeno resumo histórico do local agora posso fazer uma pergunta. Lazer na ilha, por que não?
Nós jovens palmeirenses temos tão pouco disso na cidade, por que não transformar a ilha em um espaço cultural pelo menos nos fins de semana? Voltar a cuidar do local, reformar e fazer uma nova ilha, com segurança, iluminação e lazer. Policiamento pelo local seria uma grande tática de segurança.
Fica aqui o meu apelo às autoridades da cidade para que transformem aquele lugar em um novo ponto de encontros com música, interação, arte e muito lazer para todos nós.
Arconço Teixeira



