Pai procura Conselho Tutelar de Palmeira para denunciar negligência com o filho e diz que representante do órgão fez ‘pouco caso’ sobre sua queixa
Por Luciano Cardeal – Jornalista
Após filho sofrer acidente que, segundo conta o pai, por negligência da mãe, homem vai à delegacia, faz denúncia contra a genitora; procura Conselho Tutelar, mas não tem pedido de ajuda atendido. Isso é o que relatou Renan Tavares Vieira, pai do menino, cujas inicias são R.F.T.A, de 10 anos, e que também consta no Boletim de Ocorrência (B.O).
Conta Renan que na manhã da última quinta-feira (20), ele procurou o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Palmeira dos Índios para realizar uma queixa contra a mãe do menino, que teria sofrido um acidente no último sábado (15), por volta da meia-noite, nas proximidades de uma lanchonete localizada no Centro da cidade.
Renan diz que somente teve conhecimento do acidente através de terceiros, e foi quando teve a atitude de falar com a mãe da criança sobre o ocorrido. Ao chegar à casa da mãe da criança, questionou-a sobre os cuidados com o menino, a mulher teria respondido que se ele tivesse achando ruim, que o levasse consigo. Assim o fez. Com isso, o pai do menino resolveu ir a CISP de Palmeira dos Índios e prestou queixa contra a mulher, por abandono de incapaz.
Ele diz que, ainda na CISP, foi orientado ir ao Conselho Tutelar da cidade para pegar um termo sobre responsabilidade de seu filho e, ao chegar, o conselheiro tutelar não deu a mínima importância. Ele disse que solicitou uma viatura de polícia ao local, explicou aos agentes sobre o caso, que o orientaram ir ao Ministério Público. Lá, mais uma vez, ele diz que apresentou as provas do acidente. Por sua vez, o MP o orientou que, novamente, retornasse ao Conselho Tutelar e que mostrasse o B.O, para que eles pudessem lhe dar o Termo de Responsabilidade, porém, ao chegar lá, Renan afirma que, mais uma vez, foi tratado com desdém pelo conselheiro tutelar, que esnobou diante da situação, sobre a quantidade de pedidos (10 no total), que pudesse chegar lá com onze, que não daria termo algum.
O Conselho Tutelar de Palmeira dos Índios, portanto, também foi ouvido por nossa reportagem e, de acordo com a versão que nos foi passada, é que Renan queria que o órgão lhe desse um Termo de Responsabilidade para ele, contudo, naquela ocasião, não poderia ser possível, pois a mãe do menino já possui a guarda provisória.
“Pedi para ele [Renan], ir à Defensoria Pública, só que ele conversou apenas com o segurança do local, não conversou com nenhum funcionário apto a lhe esclarecer melhor. Ele foi bem orientado por nossa equipe, só que o Conselho Tutelar não trabalha ‘sob pressão’. Dissemos para que ele procurasse a DP para tentar com a mãe a guarda compartilhada da criança, mas ele não nos escutou”, diz o conselheiro tutelar, Maykon Viana.